"Casa de pensão" é um livro sobre Amâncio. O narrador, em terceira pessoa, não consegue esconder sua predileção por esse personagem, chegando até mesmo a tentar justificar e excusar seu comportamento.
A narrativa de Casa de Pensão é centrada na trajetória de Amâncio Vasconcelos, jovem rico, filho único, recém chegado de São Luís do Maranhão à corte no Rio de Janeiro, para onde viera cursar uma escola superior. Amâncio parece marcado fatalmente pela escola e pela família: uma e outra o encheram de revolta.
O pai Vasconcelos, um português austero e renomado na cidade, era um homem violento que o encheu de terror e medo. Amâncio fugia dele desde pequeno ao ouvir-lhe a voz e o tinha como um inimigo. Já a mãe, D. Ângela, era permissiva e apadrinhava o filho, protegendo-o dos abusos do pai. Como o pai era extremamente castrador, querendo que ele fosse dócil e obediente, a mãe exaltava essas características, chamando-o de “menina” por conservar tamanha “candura”. Não via maldade alguma no filho, e insistia no temperamento ingênuo dele. Quando bebê, era muito fraco e a mãe pensou tê-lo perdido por pelo menos duas vezes, fazendo promessas aos santos de sua devoção.
Entretanto, ressalta-se que, por ter sido amamentado por uma escrava que tinha “reuma no sangue”— uma espécie de termo para doenças reumáticas —, Amâncio herdou dela o perfil devasso e “sonso”, além de muito agitado e bisbilhoteiro quando criança.
Na adolescência, tudo que o pai lhe proibia de dinheiro e farras, conseguia com a mãe. Fugia à noite com Sabino, seu escravo, e pensava viver nas madrugadas aventuras românticas, como dos poemas de Byron e Álvares de Azevedo, que lia. As leituras românticas alimentavam suas fantasias e ele acreditava-se como um conquistador nato. Tais questões servem às teses naturalistas que moldam o comportamento libidinoso de Amâncio.
O comportamento de Amâncio muitas vezes é aproximado ao dos românticos (da época do Romantismo). Não é por acaso que seu quarto, na casa de pensão, é decorado com uma ilustração de Victor Hugo, o maior escritor romântico francês. Ao longo do romance, ainda são citados em contextos diferentes outros escritores, compositores e pintores românticos. São citados José de Alencar, Lord Byron, Álvares de Azevedo, a ópera O guarani, a peça Fausto, de Goethe, etc.
A narrativa de Casa de Pensão é centrada na trajetória de Amâncio Vasconcelos, jovem rico, filho único, recém chegado de São Luís do Maranhão à corte no Rio de Janeiro, para onde viera cursar uma escola superior. Amâncio parece marcado fatalmente pela escola e pela família: uma e outra o encheram de revolta.
O comportamento de Amâncio muitas vezes é aproximado ao dos românticos (da época do Romantismo). Não é por acaso que seu quarto, na casa de pensão, é decorado com uma ilustração de Victor Hugo, o maior escritor romântico francês. Ao longo do romance, ainda são citados em contextos diferentes outros escritores, compositores e pintores românticos. São citados José de Alencar, Lord Byron, Álvares de Azevedo, a ópera O guarani, a peça Fausto, de Goethe, etc.
Na infância, o pai, Vasconcelos, um português austero e renomado na cidade, era um homem violento que o encheu de terror e medo. Amâncio fugia dele desde pequeno ao ouvir-lhe a voz e o tinha como um inimigo. Já a mãe, D. Ângela, era permissiva e apadrinhava o filho, protegendo-o dos abusos do pai. Como o pai era extremamente castrador, querendo que ele fosse dócil e obediente, a mãe exaltava essas características, chamando-o de “menina” por conservar tamanha “candura”. Não via maldade alguma no filho, e insistia no temperamento ingênuo dele. Quando bebê, era muito fraco e a mãe pensou tê-lo perdido por pelo menos duas vezes, fazendo promessas aos santos de sua devoção.
Entretanto, ressalta-se que, por ter sido amamentado por uma escrava que tinha “reuma no sangue”— uma espécie de termo para doenças reumáticas —, Amâncio herdou dela o perfil devasso e “sonso”, além de muito agitado e bisbilhoteiro quando criança.
Na adolescência, tudo que o pai lhe proibia de dinheiro e farras, conseguia com a mãe. Fugia à noite com Sabino, seu escravo, e pensava viver nas madrugadas aventuras românticas, como dos poemas de Byron e Álvares de Azevedo, que lia. As leituras românticas alimentavam suas fantasias e ele acreditava-se como um conquistador nato. Tais questões servem às teses naturalistas que moldam o comportamento libidinoso de Amâncio.
O capítulo IV, quando Amâncio sai da república do Paiva Rocha, temos abertamente o Naturalismo agindo, retomando a ressaca e os humores corpóreos da decadência. É retomado o passado de Amâncio, ressaltando principalmente como se construiu a voluptuosidade e libidinosidade dele. Para isso, estão descritas as "brejeirices" do "quarto da goma", quando ele ia meter com as criadas da casa, tornando-se "mulherengo, fraldeiro, amigo das saias".