Filho mais novo de Mme Brizard, César tem 12 anos e não é nada excepcional. Sua presença é descrita como incômoda e o menino parece alheio ao que acontece ao seu redor. Segundo sua mãe, ele sofre do coração.
Personagem muito pequeno, o guarda-livros não tem nem nome na narrativa. É descrito como moço e asseado. Sua importância está no fato de que ocupa um quarto no andar superior, próximo ao de Lúcia, e que troca de quarto com Amâncio, quando as tosses do rapaz tuberculoso o incomodam demais.
Normalmente, Lambertosa é chamado de gentleman. ele é descrito como uma pessoa consideravelmente agradável e culta. Sua grande contribuição narrativa reside nas conversas em que apresenta ideias científicas (muitas das quais hoje são consideradas pseudocientíficas_ do momento histórico. É ele que apresenta as ideias de banhos de mar para a saúde mental e que irá sugerir o casamento para atenuar a histeria de Nini.
A filha do meio de Mme Brizard voltou a morar com a mãe após o trágico falecimento de seu esposo, sucedido pelo falecimento de seu filho pequeno. Após essa tragédia, Nini desenvolveu o que a época chamava de histeria (hoje, possivelmente o diagnóstico seria depressão). Seu humor triste e suas crises violentas de choro incomodam Amâncio de tal maneira que Coqueiro e Brizard decidem mandá-la para um sanatório (por tempo indeterminado). Para quem se interessa pela história da medicina psiquiátrica, Nini é um exemplo muito acurado do tratamento tanto social quanto médico dado a mulheres com transtornos de humor no século XIX.
O casal de músicos vive em pé de guerra, protagonizando diversas brigas da casa de pensão, devido à situação financeira pouco favorável dos dois. A briga física entre Catarina e Brizard constrói um precedente para o embate entre esta e Lúcia posteriormente.
Pereira é praticamente uma bolha humana. Ele é descrito como alguém que apenas come e dorme e não tem vontade ou interesse em fazer qualquer outra coisa. Ele e sua pseudoesposa raramente têm dinheiro, o que exaspera Lúcia, fazendo com que ela o odeie.
Piloto é descrito como um repórter famoso da Gazeta. Quando fica sabendo da doença de Amâncio abandona o pensionato.
Esse jovem rapaz português que não é nomeado em momento algum da narrativa, sofre de tuberculose que vai se agravando ao passar do tempo. Sem dinheiro e sem família ou amigos, o jovem espera ou a convalescença ou a morte, sem contar com tratamento adequado. Amâncio acaba se fascinando (fascínio pelo grotesco) por esse jovem moribundo e pede que seu médico o visite. O rapaz protagoniza uma cena angustiante tanto para o leitor quanto para Amâncio, pois em um delírio da doença invade o quarto do maranhense, indo morrer ali.
É interessante traçar um paralelo entre o tratamento que Amâncio recebe quando está doente e a forma como esse rapaz é tratado pelos da casa como um estorvo.